Às
vezes você inventa um mundo para viver, pois tem certeza que a Terra não é o
seu lugar. É assim que se escapa da realidade. Um único dia pode ser uma
fantasia, uma ilusão e talvez até mesmo uma realidade, tudo depende apenas e somente
de você. É muito mais fácil, quando você está fora de órbita, mas pode ser
difícil também. Talvez uma professora seja uma bruxa má que te coloca para
realizar provas que quebrarão uma maldição, ou uma briga pode ser uma competição de quem grita mais insultos não direcionados uns aos outros.
Eu não sei. Você não sabe. Ele não sabe. Nós não sabemos. Aquela garota não sabe. Talvez a planta saiba. O pequeno monstrinho em baixo da cama pode ter a resposta. E o elfo da floresta perdida a pergunta. O que é? Por que? Como assim? Tem certeza? Está certo? Está errado? É azul? É branco? Quantas vezes? Sério?
Viajar? Sim, com certeza. Posso, mas viajo apenas quando quero, pode ser sempre, ás vezes ou até nunca, mas sempre será. Me perco nessas viagens com o melhor meio de transporte: o livro. Pode ser conhecido como parasita, caminho da perdição ou até da luz. Depende apenas do conteúdo destino a ser escolhido. Lunático ou solático, sempre será e nunca deixará de ser, confuso não? Eu nem sei mais, me perdi de novo... E quando eu finalmente me achar será tarde demais. O sol terá nascido, a lua já foi dormir faz tempo e eu ainda aqui acordada, afinal é dia, e quantas viagens me esperam nesse lindo dia ensolarado com bichos esquisitos e brancos no céu, que são um ótimo motivo para viajar. Um anjo com uma espada, um rosto engraçado, uma linda borboleta, tudo lá em cima esperando as minhas viagens. E de noite o bom e velho travesseiro portador dos sonhos e dos pesadelos, e quando minha cabeça se desconectar dele, é só abrir a janela e olhar para cima. Tenha uma boa viagem...